Que doideira! Como tudo isso acontece tão rápido e tão intenso, sem que tenhamos tempo de digerir ou ao menos entender essa porra toda que está acontecendo?
Nessa semana muita coisa aconteceu. Coisas sem grande importância no contexto de uma vida, mas uma me abateu como um golpe que é perfeitamente encaixado. O homem que me ensinou a escrever bem, me ensinou que educação é a principal elegância de um homem, que me ensinou a produzir pipas que permitiam belos movimentos no ar, que me ensinou que palavrões só tiram a beleza de minhas frases (essa lição acho que não aprendi muito bem) e o qual meu próprio nome o homenageia parece estar morrendo. Meu avô Joel de Souza, ao qual tenho enorme respeito e gratidão foi internado recentemente devido à mais uma trombose que sofrera. Infelizmente não estou em Fortaleza para presenciar seu real estado, e isso me fez lembrar no dia em que o vi pela última vez quando me despedia da família para viajar à São Paulo. Ele parecia não me reconhecer bem devido ao seu avançado Alzheimer, mas ao olhar, vi o mesmo vô que tanto me despertava felicidade quando se dispunha a brincar comigo. Não conto quantas surras ele me livrou, nem quantas lições ele me deu com suas sábias palavras.
Eu queria que ele visse que eu, o filho homem que ele tanto queria que veio em forma de neto, trabalhou bem próximo ao que ele se profissionalizara. A tipografia na qual ele era especialista (não havia em todo o estado do Ceará homem mais capacitado que ele para manutenção nas grandiosas máquinas tipográficas que predominaram em gráficas na sua época) hoje se dividiu em várias áreas, e uma delas, web design, está bastante próxima do que eu trabalho hoje. Gostaria que ele visse os elogios que recebo do meu trabalho, e gostaria de conversar profissionalmente com ele. Aprender, ensinar, compartilhar.
Nunca o presenciei tocando seu tamborim. Meu avô Joel era um sambista de primeira! Lembro-me que em suas coisas haviam várias camisas daquelas que são usadas em desfiles de escolas de samba. Se não me engano era da Portela que ele fazia parte, mas não tenho certeza. Só sei que ele fazia altos sons irados com o tamborim, a baqueta e sua unha enorme que servia como apoio sonoro no fundo do tamborim. Ele tocando o instrumento nos fazíamos achar que aquilo tudo era muito simples, mas essa impressão se dissipava quando o tamborim e a baqueta se encontrava em nossas mãos.
Contudo, meu vô é forte. Costumamos dizer que ele já enterrou um bocado de gente da família, e sinceramente acho que ainda é cedo para que ele nos deixe. Creio que esse seja mais um dos vários sustos que ele já nos deu. Agora é juntar boas energias para o ver novamente à sua casa, local de onde ele não deveria ter saído.



Torço pela melhora do seu avô e pela família. Fiquem em paz. ( com todo pode dessa palavra )
Valeu pela força, Marcião!
Vai ficar tudo bem, viu ? Vou orar por ele , e por você!
Obrigado, Erika!
Meu lindo fco extremamente orgulhosa de ver tão especiais palavras dedicadas aquele que fez de um neto o filho que tanto esperara… levarei este post para compartilhar com our family…
Como cremos no DEUS do impossível…pois é o impossível mais uma vez aconteceu.
Após vencer uma leucemia aos 67, Sr. Joel recebeu alta médica ontem(25/04) e chegou em casa as 20hs.
Antes de dormir agradescemos ao SENHOR dos EXÉRCITOS a quem deve ser dado toda honra e glória por mais esta graça!
Só reforço que a palavra GRAÇA, significa favor imerecido…ou seja por mais que não mereçamos, se buscarmos ao DEUS de Israel de todo nosso coração, encontraremos a respostas e veremos a glória de DEUS nas nossas vidas.
Bjo meu lindo sobrinho-filho!
Já disse q te amo?
Pois te amo…kkk
Bjo e fca firmado na ROCHA!
Ô glória!
Detalhe, hj Joel tem 7.4, ou seja há 6 anos vemos a glória de DEUS na nossa vida.